Vários professores da região reuniram-se, na noite de ontem, no Pelourinho da Covilhã para participar numa vigília contra a digitalização do ensino. A iniciativa integrou um protesto nacional promovido por um grupo de docentes, que decorreu em simultâneo em várias cidades portuguesas, incluindo Lisboa, Porto e Coimbra.
A concentração teve como principal objetivo manifestar oposição ao processo de digitalização da educação e denunciar as falhas verificadas na plataforma utilizada para a correção dos exames nacionais deste ano. Os participantes defendem que a modernização do ensino não pode comprometer a qualidade, a transparência e a fiabilidade do processo de avaliação.
Entre as principais preocupações dos classificadores estão a ausência de folhas de continuação em diversas provas, erros na associação de páginas a diferentes exames, situações que comprometem o anonimato dos alunos e a identificação incorreta de provas adaptadas. Os docentes alertam que estas falhas colocam em causa o trabalho de classificação e podem afetar a justiça da avaliação.
O protesto surge numa altura em que o prazo para conclusão da classificação termina a 14 de julho, estando a divulgação das notas dos exames nacionais prevista para 17 de julho. Apesar da garantia de que todos os alunos terão acesso às respetivas provas e classificações, os professores afirmam que persistem problemas técnicos que continuam por resolver.
Redação: Ana Teixeira
Fotografia: Nico Santos

